Nossos primeiros erros em viagem com bebê

As nossas maiores preocupações com o Chico durante as viagens são alimentação (em primeiríssimo lugar), rotina e descanso.

E em nossa viagem ao sul do Caribe cometemos alguns erros básicos que nos causaram certos perrengues perfeitamente evitáveis…

1) Alimentação

O primeiro dos erros foi termos optado por ficar em pousadas e depender de comida externa (restaurantes). E ainda, como ficamos em pousadas simples, e não resorts bem estruturados e preparados para receber crianças, a coisa só ficou ainda mais difícil, pois dependíamos da estrutura da cidade, que no caso de San Andrés por exemplo é bem precária.

Tivemos que dar comida para o Chico sem muita garantia do preparo e da procedência dos ingredientes utilizados, e em algumas situações ele ficou sem comer, e meu leite segurou a fome até o momento que foi possível encontrar um restaurante mais adequado. Frutas (das poucas que encontramos) e biscoito de polvilho que levei do Brasil também ajudaram nestas situações!

A questão da alimentação não é só pelo fato de oferecer a ele uma comida mais saudável (o que obviamente é o mais importante), mas também por nos prender em horários ao longo do dia que não estaremos necessariamente perto de um restaurante ou local em que podemos comprar alguma coisa boa para ele comer! Em nossa rotina o Chico almoça entre 11 e 12h. Se tivéssemos comida na mochila, preparada antecipadamente por mim, independente do local que estivéssemos ele teria seu horário de almoço respeitado, e consequentemente ficaria muito mais calmo e feliz, tudo sem stress. E eu e o Rafa poderíamos tranquilamente seguir nossa programação turística… Bom pro bebê, bom pros pais! Cozinhando a comida do bebê gastamos menos e ele come muito melhor!

(Aqui vale um ponto, não dou para o Chico refeições prontas tipo papinhas industrializadas. Claro que isso é uma opção, mas não para mim.)

Em nossas viagens com o Chico para Floripa no réveillon e carnaval, e também para Trancoso, já havíamos acertado este ponto, e foi tudo super tranquilo, mas mesmo assim arriscamos fazer diferente no Caribe, e erramos feio!

2) Carrinho de bebê

Outro erro foi o de termos viajado somente com o sling, sem carrinho. Sou super adepta ao sling, uso muito desde que o Chico tinha 2 dias de vida, mas o carrinho tem seus pontos positivos. Para nós o principal é que, como o Chico dorme religiosamente as 20h toda noite, quando saímos para jantar é muito conveniente levá-lo no carrinho já dormindo. Ele fica confortável, dorme super bem, e eu e o Rafa conseguimos jantar tranquilamente ao seu lado. Claro que isto também é possível com o sling, mas como ele já tem 1 ano e 3 meses, não é exatamente muito confortável para mim jantar com ele no meu colo.

Em geral, durante o dia ficamos o tempo todo com ele no sling – é mega prático em deslocamentos (barco, metrô, ônibus), em longas caminhadas turísticas e até mesmo na praia! Ele fica bem, mama facilmente quando tem vontade, e dorme certinho nos seus horários diurnos no balanço do meu colo. Perfeito!! Por isto acho que o sling é o item mais essencial na mala do bebê! Mas a noite, depois que ele dorme, gosto de ter o carrinho quando saímos para algum passeio ou jantar.

Uma outra vantagem do carrinho é que ele não conta como bagagem (nem peso nem volume), e podemos despachar e retirar diretamente na porta do avião.

3) “Picadeira”

A “picadeira” desta viagem nos trouxe alguns momentos de stress também.

Ficamos poucos dias na maioria das cidades que visitamos, o que consequentemente causou um deslocamento excessivo com taxis, aviões, malas, andanças e esperas longuíssimas nos aeroportos… E manter uma boa rotina nesta movimentação toda (e não digo rotina rígida, porque somos bastante flexíveis, mas um mínimo aceitável para que o Chico fique tranquilo, bem alimentado e descansado) é praticamente impossível!

Este foi um ponto que eu e o Rafa tivemos que nos adaptar, pois a maneira que viajávamos antes do Chico era geralmente intensa – muitas atividades em um mesmo dia para tentar conhecer o máximo possível dos lugares visitados – até porque tínhamos pouco tempo de férias.

Já desaceleramos nosso ritmo de turismo para viajar de forma mais tranquila com o Chico, mas ainda assim pecamos no Caribe.

Outro ponto importante é a duração dos vôos com conexões. Geralmente são mais baratos, mas se colocarmos na conta o tempo e energia extras que gastamos nos aeroportos, o barato pode sair muito caro, principalmente por conta dos pequenos.

4) Rotina do bebê

Todas as vezes que resolvemos dar uma “esticadinha” nos horários de sono (diurno ou noturno) ou refeições do Chico, nos demos mal. Então, em um dado momento decidimos que a rotina dele precisa ser respeitada, para o bem de todos.

Não temos rigidez militar com os horários, mas a partir de agora os eventos da rotina do Chico acontecem com uma variação de até 1 hora, para mais ou menos.

Aprendemos pela dor algumas coisas valiosíssimas para nossas próximas viagens! E já estabelecemos algumas regras que não poderão ser quebradas, salvo raríssimas exceções:

  • A hospedagem tem que ter sempre uma cozinha disponível para eu poder preparar as refeições do Chico.
  • A bagagem precisa incluir sling e carrinho (usamos o modelo guarda-chuva, que é mais leve e compacto, ideal para deslocamentos).
  • Quanto menos deslocamento melhor! Para nós o tempo mínimo em cada cidade é de 5 dias, idealmente mais.

Um comentário em “Nossos primeiros erros em viagem com bebê”

  1. Vc está certíssima, em primeiro lugar todas as necessidades do Chico, seja pelo conforto, pela saúde e bem estar dele, o que por sua vez tbm deixa vcs mais seguros e tranquilos.

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